Companhias aéreas apresentam proposta de garantia de emprego em 2016

Crise econômica impossibilita discussão sobre reajuste salarial

Durante rodada de negociações da Convenção Coletiva de Trabalho de aeronautas e aeroviários, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) propôs garantir empregos na aviação comercial até 30 de novembro de 2016, próxima data base das categorias, considerando que a crise econômica impossibilita proposta de reajuste salarial no momento. Com critérios a serem definidos entre as partes, esta foi a alternativa encontrada pelas empresas, em razão da deterioração do panorama político-econômico que está impactando fortemente as operações das aéreas, sem perspectivas de melhora para 2016 e 2017. No acumulado de agosto a outubro, a retração na demanda do transporte aéreo doméstico foi de mais de 2,5% em relação ao mesmo período no ano anterior. As empresas representadas pelo SNEA empregam quase 60 mil pessoas diretamente e são responsáveis por quase 800 mil postos de trabalho de forma direta, indireta e induzida. Garantir empregos é inédito no setor aéreo e representa o esforço possível, mesmo com uma forte possibilidade de reestruturação operacional em razão da crise.

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