Embraer divulga estudo de mercado para a África

Fabricante prevê demanda de 240 novos jatos no segmento de 70 a 130 assentos nos próximos 20 anos

A fabricante brasileira Embraer divulgou durante o Marrakech Air Show, no Marrocos, as perspectivas de mercado para o contente africano. A empresa prevê que serão entregues na região 240 novos jatos no segmento de 70 a 130 assentos ao longo dos próximos 20 anos. A frota de aeronaves de 70 a 130 assentos em serviço na África crescerá das atuais 120 unidades para 260 até 2034. De acordo com o estudo da Embraer, ainda existem muitas oportunidades de conectividade dentro da África, embora o tráfego permaneça concentrado nas grandes cidades. Dos mais de 300 aeroportos operacionais na região em 2015, apenas oito conectam 25 ou mais cidades, enquanto 240 ligam apenas cinco ou menos cidades. Cerca de 90% das rotas têm volumes de tráfego de até 300 passageiros diários, no entanto, a atual frota é composta por aviões de grande capacidade com cerca de 70% dos jatos de corredor único possuindo mais de 130 assentos. Quase 55% dos mercados intra-regionais não têm voos diretos e 67% de todos os mercados diretos da região são servidos com menos de uma frequência diária. Esta é uma indicação clara das oportunidades para a expansão do serviço aéreo e a implantação de aviões com a capacidade correta. Ao mesmo tempo, o estudo revela que 83% de todos os voos dentro do continente decolam com menos de 120 passageiros. Este fato torna-se ainda mais interessante quando relacionado com o fator de ocupação, de apenas 68% entre as companhias aéreas africanas. Esta é uma clara evidência de que as companhias aéreas operam aviões com excesso de capacidade, resultando, em alguns casos, em baixa rentabilidade e mercados servidos de maneira deficiente. Na África, a Embraer detém mais de 40% de participação de mercado no segmento de jatos até 130 assentos. Aproximadamente 40 E-Jets estão atualmente em operação com seis operadores de seis países na região. No total, há mais de 120 aviões da fabricante, entre turboélices e jatos, voando na África com quase 40 companhias aéreas diferentes.

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