Gol mantém mínimo de 12 meses de disponibilidade de caixa para atravessar a crise

Companhia divulgou atualização mensal ao investidor

A companhia aérea Gol divulgou sua atualização ao investidor, onde informa que manteve sua posição de liquidez em mais de 12 meses em reservas de caixa. A empresa aumentou a sua oferta para 120 voos/dia em junho, para servir à recuperação gradual da demanda por transporte aéreo. No segundo trimestre, as vendas brutas consolidadas atingiram R$ 658 milhões e a taxa de ocupação foi de 77%. A Gol continua a realizar as necessárias reduções de custo e somadas às iniciativas anunciadas para preservar o emprego dos seus 16.000 colaboradores, estruturou um acordo coletivo envolvendo 8.600 empregados de terra adicionalmente aos 5.000 tripulantes que já haviam aderido a modelo semelhante. Essas medidas permitirão que a transportadora adeque os custos com pessoal ao crescimento gradual da sua malha. Para o terceiro trimestre do ano, a Gol espera manter o custo com pessoal entre 40 a 50% do patamar pré-pandemia. Aumentando a capacidade para atender a demanda, a Gol terminou o mês de junho com uma frota total de 130 aeronaves Boeing 737. Com 27 unidades em atividade na malha, as operações foram 13% do realizado no mesmo mês do ano passado, aumentando para 17% no final do período com a reabertura de cinco bases, assim como o aumento de voos entre São Paulo e Rio de Janeiro. Durante o mês, a empresa passou a oferecer mais voos diários, aumentando as frequências nos hubs de Guarulhos, Tom Jobim e Brasília. Com o incremento para aproximadamente 250 voos por dia, as operações de julho devem alcançar cerca de 25% do realizado no mesmo mês de 2019. A operadora terá 36 aeronaves em atividade na malha e planeja a reabertura de 14 bases, incluindo seis destinos regionais atendidos pela parceira VoePASS. No primeiro semestre de 2020, a Gol reduziu sua frota em 11 aeronaves Boeing 737-800 arrendadas e planeja devolver outras sete durante o segundo. A companhia também poderá diminuir a frota em até 30 outros exemplares entre 2021 e 2022, com a flexibilidade de devolver um número superior se a demanda estiver desaquecida. Além disso, cortou os recebimentos do Boeing 737 MAX para os próximos dois anos em 47 aeronaves e reduziu o CAPEX para um total de R$ 280 milhões entre julho e dezembro, com planos de financiar totalmente o CAPEX e a revisão de motores remanescentes em 2020. A transportadora registrou um consumo líquido de caixa de R$ 2 milhões/dia em junho, o que inclui vendas e recebíveis de aproximadamente R$ 10 milhões/dia. O mês foi marcado pelo crescimento de 60% nos indicadores de busca por passagens aéreas. Como reflexo desse maior interesse, a companhia registrou um aumento nas vendas de bilhetes de 108%, em todos os seus canais, comparativamente a maio. Com os voos adicionais durante junho, a receita de passageiros transportados aumentou 150% sobre o mês anterior. Mais informações no portal www.voegol.com.br. 

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