Grupo LATAM apresenta requisitos técnicos da infraestrutura aeroportuária para hub no Nordeste

Estudo é um dos fatores avaliados para a implantação do novo centro de operações

O Grupo LATAM contratou a empresa Arup para desenvolver uma avalição técnica sobre a infraestrutura dos aeroportos de Fortaleza, Recife e Natal, envolvidos no projeto de implantação do primeiro hub doméstico e internacional no Nordeste do Brasil. A consultoria conduziu uma análise independente da infraestrutura existente nos terminais de passageiros e de cargas dos três aeroportos, apontando as melhorias e os investimentos necessários para viabilizar o hub do Grupo LATAM não apenas na sua fase inicial de desenvolvimento, mas também no médio e no longo prazos. Como principais premissas, a Arup utilizou projeções de volume de passageiros, movimentações de aeronaves e passageiros em hora-pico (período de uma hora com maior fluxo de passageiros) para o período de 2018 a 2038, baseadas em dados do Grupo LATAM e também em projeções independentes de crescimento de outras companhias aéreas. Além dos parâmetros operacionais típicos de um terminal, como nível de serviço, tempos de processamento por subsistema do aeroporto (como aparelhos de raios-x, esteiras de bagagens e outros), tempos mínimos de conexão, área de embarque suficiente para volume de passageiros em hora-pico, entre outros, foram utilizados os seguintes requisitos de planejamento para o dimensionamento do hub: Banco de conexão: Simultaneidade de múltiplas chegadas seguidas de múltiplas partidas que permitam a conectividade entre destinos, em um período de aproximadamente 6 horas; Capacidade de pátio: Máximo de 36 Aeronaves do Grupo LATAM de diferentes portes estacionadas simultaneamente e com a grande maioria conectada em pontes de embarque; e Processamento de Passageiros: Hub com alto percentual de passageiros em conexões na hora-pico (até 80% do volume estimado de passageiros nesse horário de concentração). Com base em todas as premissas e nos critérios técnicos avaliados, a consultoria estruturou as alternativas de desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária para cada um dos três aeroportos envolvidos. Em Fortaleza, a Arup recomenda a expansão orgânica do terminal existente, com aumento da área de terminal e a construção de um píer em continuidade ao terminal atual. Em Recife, a opção apontada é a construção de um novo terminal do lado da pista que fica oposto ao terminal atual, o que vai requerer a liberação da área hoje ocupada pela base militar. Em Natal, a recomendação é seguir com a ampliação já prevista no Plano Diretor do aeroporto, executando a expansão orgânica do terminal existente, com aumento da área de terminal e construção de um píer em continuidade ao terminal atual. Uma das conclusões iniciais do estudo da Arup indica que os terminais atuais das três cidades envolvidas foram concebidos para operações ponto a ponto, sem características de um hub e, portanto, precisariam de adaptações para receber um centro de conexões de voos com as características desejadas pelo Grupo LATAM. De acordo com os dados do estudo, foi estimado que o hub movimente a partir de 2018, 2 milhões de passageiros adicionais por ano, em 24 aeronaves operadas diariamente em simultâneo (entre 2.500 e 3.000 passageiros na hora-pico). Em 2038, o número de passageiros deverá chegar a 3,2 milhões por ano, em 36 aeronaves operadas diariamente e simultâneo (mais de 4.000 passageiros na hora-pico). Com as adaptações e os investimentos recomendados pelo estudo, a Arup acredita que os três aeroportos poderiam acomodar os voos e os passageiros estimados, com bom nível de serviço e eficiência, prazo de execução razoável e potencial de expansão de longo prazo. O hub está projetado para movimentar durante a primeira fase do desenvolvimento das operações, num período de dois anos, 1,1 milhão de passageiros em voos de longo curso e entre 1 e 1,2 milhão de passageiros dentro do Brasil e entre o país e nações vizinhas da América do Sul por ano.

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