Lufthansa adota procedimento modificado de decolagem na Alemanha

Mudança economizará em torno de 3.000 toneladas de combustível por ano

Nos últimos 12 meses, a companhia aérea Lufthansa tem conduzido testes de emissões de ruído produzidos pelo procedimento de aceleração de 1.000 pés. No novo procedimento, a aeronave que deixa a pista oeste do Aeroporto de Frankfurt reduziu de 1.500 pés (457 metros) para 1.000 pés ( 305 metros) a altitude para aceleração e empuxo adicionais onde era permitido pelas restrições locais na trajetória de decolagem. Durante a maior medição mundial sobre o ruído na decolagem, as estações registraram mais de 70 mil decolagens da Lufthansa. O que representa mais de metade de todas as decolagens da empresa em Frankfurt. Os dados foram analisados pelo Fórum Flughafen e a região local, que não pode observar mudanças significativas nas emissões de ruídos como resultado do procedimento modificado de decolagem. As medições confirmam os cálculos detalhados de um estudo científico já realizado pela Lufthansa, TU Berlin e o Centro Aeroespacial da Alemanha. A mudança na altitude de aceleração para 1.000 pés obedeceu aos padrões estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). Essa aceleração de 1.000 pés significa que depois que uma aeronave decola da pista, geralmente sobe a uma velocidade constante com os flapes baixados até atingir determinada altitude. Geralmente nesta fase as aeronaves modernas não utilizam o empuxo máximo disponível, substituindo-o por um nível reduzido do empuxo de decolagem. Quando a aeronave atinge a altitude inicial de referência, o empuxo dos motores é modificado para empuxo de subida. À medida que a aeronave continua a operação de decolagem, ela precisa acelerar para permitir a retração dos flapes e subida até a altitude de cruzeiro em velocidade maior. A altitude em que se inicia o aumento na velocidade é chamada altitude de aceleração. Ao mudar estas duas altitudes a resistência do vento diminui quando os flapes são recolhidos, reduzindo assim o consumo de combustível. A Lufthansa acredita que a mudança no procedimento economizará em torno de 3.000 toneladas de combustível por ano. O que vai gerar uma redução de cerca de 10.000 toneladas em emissões de CO2.

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