Passaredo divulga comunicado acusando a Azul de concorrência desleal

Companhia afirma que irá tomar medidas jurídicas junto ao CADE e Justiça comum diante do assédio que a congênere vem fazendo perante todo o seu corpo técnico de pilotos

A companhia aérea regional Passaredo divulgou comunicado afirmando que irá tomar medidas jurídicas junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica e à Justiça comum diante do assédio que a empresa Azul vem fazendo perante todos o seu corpo técnico de pilotos e co-pilotos. Dê acordo com a Passaredo, o departamento de recursos humanos da congênere tem entrado em contato sistematicamente com todos os pilotos da Passaredo/MAP, oferecendo vagas de ingresso imediato como pilotos de aeronaves a jato, visando prejudicar a empresa no momento em que está estruturando suas novas operações no Aeroporto de Congonhas. Existem centenas de excelentes pilotos com experiência em jatos no mercado, inclusive oriundos da operação da Avianca Brasil. A Passaredo recebeu esses currículos recentemente durante a seleção de pilotos que vem realizando. Se a Azul tivesse interesse exclusivo em contratar mão de obra, seria natural aproveitar esses profissionais já experientes no equipamento a jato. Contudo, o que a Azul quer é aliciar a mão de obra da Passaredo para prejudicar a estruturação das novas operações em Congonhas, afirmou Eduardo Busch, CEO da Passaredo. Durante o processo de distribuição dos slots de Congonhas, foi pública e notória a pressão política e institucional que a Azul fez perante a ANAC e o DECEA. Forçaram uma barra enorme tentando impedir o acesso da Passaredo e da MAP ao aeroporto, até o último momento. Agora, uma vez que não tiveram sucesso na pressão política, querem prejudicar a empresa tentando sabotar as operações, complementou o executivo. Segundo a Passaredo, mais de 80% dos pilotos da empresa foram contatados por representantes da Azul nos últimos três dias. A reclamação da operadora perante o CADE e à Justiça se baseia na prática de concorrência desleal, nos termos do art. 195 da Lei de Propriedade Intelectual, ou como infração à ordem econômica, nos termos do art. 36 da Lei 12529. Basicamente, o assédio aos pilotos, se exitoso, impedirá a Passaredo de competir de maneira agressiva, e isso desequilibra o mercado. Foto: Juliano F. Damásio

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