A Rússia segue os EUA na retirada do Tratado de Céus Abertos

 

Presidindo uma reunião do Conselho de Segurança por meio de videoconferência na residência Novo-Ogaryovo fora de Moscou, nesta sexta-feira, (15/01),o presidente russo, Vladimir Putin anunciou que se retirará do Tratado  de Céus Abertos, permitindo voos de observação sobre instalações militares após a saída dos EUA do pacto.

A medida agrava os desafios enfrentados pela próxima administração do presidente eleito Joe Biden. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse em um comunicado que a retirada dos EUA do Tratado de Céus Abertos no ano passado "alterou significativamente o equilíbrio de interesses dos países signatários", acrescentando que as propostas de Moscou para manter o tratado vivo após a saída dos EUA foram rejeitadas por aliados de Washington.

O parlamento russo, que ratificou o tratado em 2001, agora terá que votar para deixá-lo. O tratado pretendia construir confiança entre a Rússia e o Ocidente, permitindo que mais de três dúzias de signatários do acordo conduzissem voos de reconhecimento sobre os territórios uns dos outros para coletar informações sobre as forças e atividades militares.

Mais de 1.500 voos foram realizados sob o tratado, com o objetivo de promover a transparência sobre a atividade militar e ajudar a monitorar o controle de armas e outros acordos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou-se do Tratado de Céus Abertos, argumentando que as violações russas tornavam insustentável para os Estados Unidos continuarem parte, e concluíram sua retirada do pacto em novembro. A Rússia negou ter violado o tratado, que entrou em vigor em 2002. A União Europeia exortou os EUA a reconsiderar e apelou à Rússia para que permaneça no pacto e retire as restrições aos voos, principalmente na região de Kaliningrado mais ocidental, que fica entre os aliados da OTAN Lituânia e Polônia.

Leonid Slutsky, chefe do comitê de relações exteriores da câmara baixa do parlamento russo, disse em comentários televisionados hoje, que a Rússia poderia rever sua decisão de se retirar se os EUA decidirem retornar ao pacto, mas reconheceu que a perspectiva parece “utópica”.

Foto: Divulgação

 

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