Brasil quer testar nos próximos anos velocidade hipersônica em voo

Estima-se que a tecnologia possa permitir cargas úteis com até 15% do peso da decolagem de veículos espaciais

Está previsto para iniciar em 2020 o teste em voo com o demonstrador tecnológico 14-X, protótipo usado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAV), em São José dos Campos/SP, para desenvolver estudos de um motor que possa atingir velocidades de 12 mil km por hora ou 3 km por segundo. Uma velocidade dez vezes mais rápida que o som. A tecnologia de propulsão hipersônica aspirada, que utiliza o ar atmosférico para a combustão, está entre os projetos apresentados pela Força Aérea Brasileira durante a LAAD. A tecnologia é nova e está em desenvolvimento por países como Estados Unidos e Austrália. O objetivo é projetar, construir e ensaiar em solo e em voo duas tecnologias: a de uma aeronave – em que é estudado o efeito waverider ou de sustentação hipersônica que permite voar na atmosfera – e a de um motor hipersônico – conhecido na comunidade científica como scramjet, capaz de fazer voar a aeronave. Estima-se que a nova tecnologia possa permitir cargas úteis com até 15% do peso da decolagem de veículos espaciais. Atualmente, são utilizados motores-foguete de múltiplos estágios não reutilizáveis, baseados em combustão química em que são necessários carregamentos de combustível e oxidante. Com essa configuração, o peso da carga útil, ou satélite, por exemplo, fica limitado a cerca de 5% do peso total do veículo lançador. Mais informações no portal www.fab.mil.br. Foto: CECOMSAER

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