DECEA participa de acordo que visa ao aprimoramento do sistema de navegação por satélite

Interferência ionosférica na navegação será tema de pesquisa

O desenvolvimento de um modelo de risco ionosférico para baixas latitudes foi o tema de uma reunião internacional realizada nos últimos dias com entidades e empresas que pesquisam sobre o Sistema de Aumentação Baseado em Solo, o GBAS, do inglês Ground-Based Augmentation System. O encontro, realizado no Subdepartamento de Operações (SDOP) do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), reuniu representantes da Federal Aviation Administration (FAA), do Boston College e das empresas Mirus, Honeywell, Boeing e companhias aéreas. A reunião é resultado de um acordo de cooperação bilateral entre o DECEA e a FAA para o aprimoramento do sistema de navegação global por satélite, o GNSS (Global Navigation Sattelite System), que existe desde março de 2000. Os sistemas de navegação por satélite são precisos, porém, a interferência ionosférica pode provocar problemas na refração dos sinais na atmosfera. Por essa razão, a precisão das informações que chegam até os pilotos das aeronaves fica prejudicada, o que afeta o funcionamento dos sistemas de aproximação e pouso de precisão baseados exclusivamente em satélites. Essa interferência é maior em baixas latitudes, que é o caso da América do Sul. A partir das discussões realizadas, uma série de atribuições foram distribuídas entre os participantes nas áreas de coleta de dados, análise e processo de gestão da segurança. A expectativa é que o projeto seja desenvolvido durante dois anos e resulte na certificação da estação GBAS do Aeroporto Tom Jobim para operações de aproximação a níveis similares aos do ILS CAT-I. Assim como o ILS, o GBAS possibilita aproximações em condições meteorológicas adversas, com a vantagem de possuir um custo menor de implantação e manutenção. O GBAS é um sistema que soluciona o problema da interferência ionosférica por meio de antenas instaladas em terra que aumentam o sinal do GNSS. Para se ter uma ideia, um procedimento de aproximação GNSS simples oferece informações seguras até uma altura de aproximadamente 400 pés em relação ao solo. Por meio das antenas que compõem o GBAS, é feita a correção de erros (aumentação), e esse valor cai para aproximadamente 200 pés, o que diminui a altura de decisão, um fator crítico para operações de aproximação. Atualmente, existem no mundo oito estações do tipo em funcionamento, localizadas nos Estados Unidos, na Alemanha, na Espanha, na Suíça e na Austrália. A estação GBAS do Aeroporto do Galeão foi implantada em 2011 e até 2014, foram realizados testes utilizando as aeronaves-laboratório do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV). Mais informações no portal www.fab.mil.br. Foto: CECOMSAER

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