Museu Aeroespacial da Aeronáutica tem programação especial para amantes da aviação

Evento marca comemoração ao Dia Internacional de Museus

Visitação a aeronaves e exibição de filmes estão entre as atrações da programação especial do Museu Aeroespacial da Aeronáutica, localizado no Rio de Janeiro, durante a 14ª Semana Nacional de Museus, que neste ano ocorre entre os dias 16 e 22 de maio. Distribuídas em cinco hangares, as mais de cem aeronaves pertencentes ao MUSAL conservam uma grande parcela da história da aviação brasileira e mundial. Criado em 1973, o espaço só foi inaugurado em 18 de outubro de 1976, inicialmente com 42 aeronaves. Instalado em uma área de cerca de 15 mil metros quadrados, no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, o museu proporciona a um público anual de aproximadamente 60 mil visitantes uma oportunidade rara de ver de perto aviões protagonistas de momentos importantes da história brasileira. Numa verdadeira viagem de volta ao tempo, os visitantes podem se deparar com verdadeiras raridades. O avião P47 utilizado na campanha brasileira na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, é um delas. Para ter uma idéia da robustez dessa aeronave, foram 93 missões realizadas durante o conflito. O acervo conta ainda com um modelo do avião Curtiss Fledgling, que inaugurou o Correio Aéreo Militar em junho de 1931 e mais tarde proporcionaria a integração do País. Um Mirage utilizado para interceptação que acolheu em seu cockpit ninguém menos que o tricampeão de fórmula 1 Airton Senna também está exposto no Musal. Aeronaves que serviram a presidentes, como o VC 90, apelidado de Cafona, utilizado por Juscelino Kubitschek, também remetem o visitante ao passado. No salão das velhas garças estão expostas as aeronaves mais antigas do MUSAL. Uma réplica do 14 BIS, construída em 1973, no Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos, no Rio de Janeiro, repousa ao lado do modelo Waco, empregado como avião de ataque durante a revolução constitucionalista de 1932. Os vermelhinhos, como ficaram conhecidos, possuíam um sistema interessante de retardo nas metralhadoras que proporcionava atirar sem acertar a própria hélice. Outra aeronave que chama a atenção é a aeronave Caudron semelhante à utilizada por Anésia Pinheiro Machado, uma das pioneiras da aviação brasileira, no percurso entre Rio e São Paulo. Mais informações no portal www.fab.mil.br. Foto: CECOMSAER

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