Airbus realiza a primeira decolagem totalmente automática

Fabricante realizou um total de oito operações em um período de quatro horas e meia

A fabricante europeia Airbus realizou com sucesso a primeira decolagem totalmente automática baseada em visão usando um protótipo do A350-1000 no Aeroporto Toulouse/Blagnac. A equipe de teste composta por dois pilotos e três engenheiros decolou no dia último 18 de dezembro, realizando um total de oito decolagens em um período de quatro horas e meia. Em vez de depender de um sistema de aterrisagem por instrumentos (ILS), a tecnologia existente de equipamentos de solo atualmente usada por aeronaves de passageiros em serviço em aeroportos em todo o mundo onde a tecnologia está presente, essas decolagens automáticas foram permitidas pela tecnologia de reconhecimento de imagem instalada diretamente no jato. O procedimento é um marco importante no projeto de decolagem e aterrissagem autônoma da Airbus (ATTOL). Lançado em junho de 2018, o programa é um dos demonstradores tecnológicos de voo que estão sendo testados pela empresa para entender o impacto da autonomia nas aeronaves. Os próximos passos do projeto verão sequências automáticas de táxi e aterrissagem baseadas em visão que ocorrerão em meados de 2020. O objetivo da Airbus não é avançar com a autonomia como um objetivo em si, mas explorar tecnologias autônomas juntamente com outras inovações em áreas como materiais, eletrificação e conectividade. Ao fazer isso, a fabricante pode analisar o potencial dessas tecnologias para enfrentar os principais desafios industriais de amanhã, incluindo a melhoria do gerenciamento do tráfego aéreo, a falta de pilotos e o aprimoramento de operações futuras. Ao mesmo tempo, está aproveitando essas oportunidades para melhorar ainda mais a segurança dos aviões, garantindo a manutenção dos níveis atuais. Para que as tecnologias autônomas melhorem as operações de voo e o desempenho geral das aeronaves, os pilotos permanecerão no centro das operações. As ferramentas são fundamentais para apoiar os profissionais, permitindo que eles se concentrem menos na operação da aeronave e mais na tomada de decisões estratégicas e no gerenciamento de missões. Foto: Airbus/A.Doumenjou

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