Demanda mundial por carga aérea registra queda de 13,5% em julho

Mercado na América Latina foi menor do que o africano no período pela primeira vez desde que essas estatísticas foram divulgadas em 1990

A Associação Internacional de Transporte Aéreo divulgou dados para os mercados globais de frete aéreo em julho, mostrando que a demanda está estável, mas em níveis mais baixos do que 2019. Embora haja alguma melhora mês a mês, está em um ritmo mais lento do que alguns dos indicadores antecedentes tradicionais podem sugerir. Isso se deve à restrição de capacidade decorrente da perda de espaço nos porões, pois os aviões de passageiros permanecem estacionados. A demanda global caiu 13,5% em julho em relação ao ano anterior. Isso é uma melhora modesta em relação à queda de 16,6% ano-a-ano registrada em junho. A capacidade diminuiu 31,2% no mês em relação ao ano anterior. Esta é uma pequena melhora em relação à queda ano-a-ano de 33,4% em junho. A capacidade de carga aérea internacional diminuiu 70,5% em julho em relação a o mesmo período de 2019, devido à retirada dos serviços de passageiros em meio à pandemia do COVID-19. Isso foi parcialmente compensado por um aumento de 28,8% na oferta por meio da expansão do uso de aeronaves puramente cargueiras. As operadoras latino-americanas registraram uma redução de 32,1% na demanda internacional com relação ao ano anterior em julho, ante uma queda de 28,6% em junho. A capacidade internacional diminuiu 44,5%. A redução na demanda e na capacidade foi a mais severa de todas as regiões no período. A crise do COVID-19 é particularmente desafiadora no momento para as companhias aéreas com base na América Latina, devido a medidas rígidas de bloqueio. Em julho, o mercado de carga aérea da região foi menor do que o africano pela primeira vez desde que essas estatísticas foram divulgadas em 1990. Mais informações no portal www.iata.org. Foto: Alex Sandro V. Barbosa

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