Embraer divulga os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano

O prejuízo líquido ajustado, excluindo-se impostos diferidos e itens especiais, foi de R$ 433,6 milhões e o prejuízo por ação ajustado ficou em R$ 0,59

A fabricante brasileira Embraer anunciou ter entregue cinco aeronaves comerciais e nove executivas durante o primeiro trimestre do ano e sua carteira de pedidos firmes alcançou US$ 15,9 bilhões. No período, o EBIT e EBITDA foram de R$ 209,1 milhões e R$ 47,6 milhões, respectivamente, levando a margens de -7,3% e 1,7%, respectivamente, comparados ao EBIT de R$ 53,7 milhões, com margem de -1,7% e ao EBITDA de R$ 120,3 milhões, com margem de 3,9%, alcançados no mesmo trimestre de 2019. Os resultados do período incluem itens especiais devido aos impactos do COVID-19 como R$ 108,6 milhões em variações negativas no valor da participação da Embraer na Republic Airways Holdings e R$ 163,1 milhões em provisão para devedores duvidosos nas contas a receber, uma vez que a empresa adotou uma abordagem mais conservadora no contexto da pandemia. Dessa forma, o EBIT e o EBITDA ajustados foram de R$ 62,6 milhões e R$ 319,3 milhões, com margens ajustadas de 2,2% e 11,1%, respectivamente. No primeiro trimestre de 2020, a Embraer apresentou prejuízo líquido de R$ 1.276,5 milhões e prejuízo por ação de R$ 1,73. O prejuízo líquido ajustado, excluindo-se impostos diferidos e itens especiais, foi de R$ 433,6 milhões e o prejuízo por ação ajustado ficou em R$ 0,59. No mesmo período do ano passado, a fabricante reportou um prejuízo líquido ajustado de R$ 229,9 milhões e um prejuízo por ação ajustado de R$ 1,25. No trimestre, a Embraer reportou um uso livre de caixa ajustado de R$ 2.898,8 milhões, em linha com o uso livre de caixa ajustado de R$ 2.495,1 milhões reportado no mesmo período de 2019, que é historicamente negativo nos primeiros trimestres devido ao consumo sazonal de capital de giro. A liquidez da companhia permanece sólida e fechou o período com um caixa de R$ 12.999,7 milhões. A dívida era de R$ 19.922,9 milhões, sendo que grande parte desta com vencimento a partir de 2022, perfazendo uma dívida líquida de R$ 6.923,2 milhões, comparada à dívida líquida de R$ 4.300,7 milhões ao final do mesmo trimestre do ano anterior. A empresa continua avaliando financiamentos adicionais para melhorar ainda mais sua posição de caixa. Devido à incerteza relacionada a pandemia, as estimativas financeiras e de entregas para o ano permanecem suspensas neste momento.

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