Boeing

Documento inclui alterações que aumentarão a segurança da aeronave, bem como a capacidade da tripulação de lidar com possíveis problemas

A Federal Aviation Administration sugeriu algumas alterações importantes no projeto do Boeing 737 Max, a fim de abordar questões de segurança que levaram a sua manutenção em solo por quase 17 meses, após dois acidentes fatais. O órgão regulador dos EUA está propondo uma nova Diretiva de Aeronavegabilidade (AD) que permitirá que a aeronave volte ao serviço. O documento inclui mudanças que aumentarão a segurança da aeronave, bem como a capacidade da tripulação de lidar com possíveis problemas. Embora a FAA tenha completado três dias de testes em 1º de julho, ainda não há indicação de quando o jato será autorizado a voar novamente. Os voos de recertificação foram um marco importante no processo, mas ainda são necessárias várias etapas. O novo software de controle de voo tem como objetivo evitar a ativação incorreta do sistema de aumento de características de manobra da aeronave (MCAS), que foi considerado a principal causa dos dois acidentes. Além disso, revisões dos manuais de voo e alertas para os pilotos são concebidos para garantir que a tripulação possa reconhecer e responder corretamente a uma potencial falha do sensor de ângulo de ataque, uma peça essencial do equipamento para o sistema MCAS. O ponto final do projeto, alterando o roteamento do fio de compensação, visa restaurar a conformidade com os mais recentes padrões de segurança para separação de fios da Agência. Além dessas alterações, o AD inclui a exigência de que os operadores realizem um teste do sistema de sensor de ângulo de ataque e realizem um voo de prontidão operacional antes de retornar cada avião ao serviço. A FAA estima que esta DA afetará 73 aeronaves registradas nos EUA, custando aos operadores um total de cerca de US$ 1 milhão (excluindo o custo do voo de prontidão). A Boeing deverá fazer as alterações nas aeronaves ainda não entregues antes da paralisação. As maiores operadoras norte-americanas do 737 MAX são a American, United  e Southwest Airlines. O aviso da elaboração de regras proposta não inclui os requisitos propostos para o treinamento de pilotos, que serão publicados posteriormente pela FAA. A Boeing disse aos investidores que pretende entregar a maioria dos aparelhos produzidos dentro de um ano. Mais informações no portal www.flightglobal.com.