Foco na segurança cibernética da indústria de transporte aérea impulsiona investimentos

De acordo com a SITA, os gastos estão aumentando ano a ano, alcançando US$ 3,9 bilhões em 2018

Embora a segurança cibernética permaneça no topo da agenda e seja uma prioridade de gastos para Diretores de TI de aeroportos e companhias aéreas, o progresso mais rápido em direção à implementação de iniciativas concretas de prevenção e gerenciamento cibernético continua a ser um desafio. De acordo com a nova pesquisa da provedora tecnológica SITA, 89% dos Diretores de TI de empresas aéreas planejam um programa importante em torno de iniciativas de segurança cibernética nos próximos três anos, contra 71% no ano passado. Isso é ainda maior para aeroportos, com 95% deles planejando grandes programas até 2021. A continuidade de negócios, através da proteção de sistemas e processos operacionais, continua sendo a prioridade para mais da metade (57%) dos executivos de transportadoras aéreas e aeroportos. Como resultado do foco intenso, os gastos em segurança cibernética estão aumentando ano a ano, alcançando US$ 3,9 bilhões em 2018. A pesquisa da SITA mostra que as companhias gastarão em média 9% de seu orçamento total de TI neste ano, acima de 7 % em 2017. Da mesma forma, o investimento em aeroportos na cibersegurança em 2018 deverá aumentar para 12%, acima dos 10% do ano passado. A pesquisa também destaca que muitos executivos estão cientes de que é preciso fazer mais esforços para implementar medidas proativas de segurança cibernética. As prioridades mais comuns de gastos em segurança cibernética entre as companhias aéreas e os aeroportos de hoje são; conscientização e treinamento de funcionários (76%); obtenção de conformidade regulatória (73%) e gerenciamento de identidade e acesso (63%). No entanto, a SITA identificou várias áreas de foco que precisam de mais atenção nos próximos anos. Isso inclui monitoramento e proteção de rede proativa, proteção da empresa estendida (Cloud, IoT) e proteção contra ameaças internas, como vazamentos de dados. O estudo também indica que mais pode ser feito para aumentar a importância da segurança cibernética. Atualmente, apenas 41% dos entrevistados entendem a área como parte de um registro global de riscos, enquanto outros 42% planejam incluir o risco cibernético em seus registros até 2021. Apenas 31% das organizações respondentes têm um Diretor de Segurança de Informação dedicado, o que é considerado crucial para garantir a visibilidade da cibersegurança no nível executivo e a implementação efetiva. O monitoramento proativo por meio de um Centro de Operações de Segurança (SOC) também é um tópico central para muitos entrevistados, com a maioria deles planejando implementar rapidamente esses serviços. A maior barreira à implementação é a falta de recursos que afeta 78% das organizações do setor de transporte aéreo. Outro desafio significativo que os executivos enfrentam é a retenção e o recrutamento de pessoal qualificado especializado (47%) e a capacidade de treinamento de pessoal (56%).

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