Funcionária da Boeing revela potencial problema de segurança no Airbus A321XLR

 

O Airbus A321XLR foi criado para ser um trocador de jogos nos padrões da aviação. Capaz de voar ponto a ponto em rotas muito longas, sua introdução abrirá novas oportunidades para as companhias aéreas que operam com ele. A chave para esta gama adicional é um novo tanque central de combustível (RCT), posicionado abaixo dos passageiros na parte de trás do avião, dando-lhe mais energia para ir mais longe.

Devido a esse novo recurso de design, a EASA tem trabalhado em condições especiais relacionadas à segurança do RCT. Os detalhes desse requisito foram divulgados para consulta nas últimas semanas e várias respostas foram recebidas.

Dois dos três comentários vieram de Mildred Troegeler, Diretora de Estratégia Regulatória Global da Boeing Company. Ela levantou duas questões com os detalhes da Condição Especial, citando preocupações com o RCT proposto para o A321XLR.

Sua primeira dúvida relacionou-se à localização do tanque e sua integração com o revestimento da aeronave. Troegeler afirmou que “os tanques de combustível integrados à estrutura da fuselagem fornecem inerentemente menos redundância do que os tanques de combustível separados estruturalmente. Esses tanques de combustível integrados localizados dentro do volume da fuselagem podem resultar previsivelmente em resultados mais perigosos quando expostos a ameaças, como um incêndio alimentado por uma fonte de fogo externa.”

A segunda preocupação de Troegeler era sobre o desempenho do tanque no caso de falha do trem de pouso ou saída da pista. Ela disse que “a inclusão de um tanque de combustível auxiliar integral à fuselagem apresenta muitos riscos potenciais, particularmente a proteção contra perturbações estruturais devido a um evento fora da pista ou falha do trem de pouso com possibilidade de sobrevivência.”

Foto: Airbus

 

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