IATA atualiza impactos financeiros do COVID-19

Organização agora vê perdas globais de receita em 2020 entre US$ 63 bilhões em um cenário em que o vírus esteja contido nos mercados atuais e US$ 113 bilhões em um cenário com uma disseminação mais ampla

A Associação Internacional de Transporte Aéreo atualizou sua análise do impacto financeiro da nova emergência de saúde pública COVID-19 na indústria global de transporte aéreo. A IATA agora vê perdas globais de receita em 2020 para os negócios de passageiros entre US$ 63 bilhões em um cenário em que o vírus esteja contido nos mercados atuais e US$ 113 bilhões em um cenário com uma disseminação mais ampla. Ainda não existem estimativas disponíveis para o impacto nas operações de carga. A análise anterior da organização colocou as receitas perdidas em US$ 29,3 bilhões, com base em um cenário que veria o impacto do COVID-19 em grande parte confinado aos mercados associados à China. Desde então, o vírus se espalhou para mais de 80 países e as reservas futuras foram severamente afetadas em rotas além da China. Os mercados financeiros reagiram fortemente. Os preços das ações das companhias aéreas caíram quase 25% desde o início do surto, cerca de 21 pontos percentuais a mais do que o declínio ocorrido em um ponto semelhante durante a crise da SARS de 2003. Em grande parte, essa queda já causa um choque nas receitas do setor maior que a análise anterior da IATA. Os preços do petróleo caíram significativamente desde o início do ano. Isso poderia reduzir os custos em até US$ 28 bilhões na conta de combustível deste ano, além das economias que seriam alcançadas como resultado de operações reduzidas, o que proporcionaria algum alívio, mas não reduziria significativamente o impacto devastador que o COVID-19 está tendo e as práticas de hedge adiarão esse impacto para muitas companhias aéreas. Mais informações no portal www.iata.org.

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