IATA prevê que perdas da indústria devem atingir US$ 84 bilhões em 2020

No próximo ano, os prejuízos deverão ser reduzidos para US$ 15,8 bilhões

A Associação Internacional de Transporte Aéreo divulgou suas perspectivas financeiras para o setor de transporte aéreo global, mostrando que as companhias aéreas devem perder US$ 84,3 bilhões em 2020. Já no próximo ano, as perdas deverão ser reduzidas para US$ 15,8 bilhões. A demanda de passageiros evaporou quando as fronteiras internacionais foram fechadas e os países bloqueados para impedir a propagação do COVID-19. Este é o maior fator de perdas da indústria. No ponto mais baixo de abril, as viagens aéreas globais ficaram 95% abaixo dos níveis do ano passado. Há indicações de que o tráfego está melhorando lentamente. No entanto, os níveis para este ano deverão cair 54,7% em relação a 2019. O número de passageiros diminuirá pela metade atingindo 2,25 bilhões, aproximadamente igual aos níveis de 2006. A capacidade, no entanto, não pode ser ajustada com rapidez suficiente, com uma queda de 40,4% esperada para o ano. A receita de passageiros deve cair para US$ 241 bilhões, abaixo dos US$ 612 bilhões em 2019. Isso é maior que a queda na demanda, refletindo um recuo esperado de 18% no rendimento de passageiros, à medida que as companhias aéreas tentam incentivar as pessoas a voar novamente através da estimulação de preços. Espera-se que os fatores de ocupação tenham uma média de 62,7% em 2020, cerca de 20 pontos percentuais abaixo da alta recorde de 82,5% alcançada no ano passado. Os custos não estão caindo tão rápido quanto a demanda. As despesas totais de US$ 517 bilhões estão 34,9% abaixo dos níveis de 2019, mas as receitas sofrerão uma queda de 50%. Os custos unitários sem combustível aumentarão 14,1%, uma vez que os valores fixos estão distribuídos por menos passageiros. A menor utilização de aeronaves e assentos como resultado de restrições também aumentarão os custos. A América Latina entrou na crise com um atraso. Os governos da região implementaram algumas das medidas mais draconianas em termos de fechamento de fronteiras, o que pode atrasar e retardar a recuperação. Mais informações no portal www.iata.org. Foto: Paulo Berger

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