IATA reage às recentes restrições de viagem adotadas pelos Estados Unidos

Organização pediu aos governos que preparem-se para as grandes consequências econômicas dessas ações, respondam rapidamente à fragilidade financeira das companhias aéreas e sigam as recomendações da OMS

A Associação Internacional de Transporte Aéreo e seus membros continuam apoiando os governos em seus esforços para conter a disseminação do COVID-19. Nesse momento de extrema pressão sobre o setor, a IATA pediu aos governos que preparem-se para as grandes consequências econômicas dessas ações, respondam rapidamente à fragilidade financeira das companhias aéreas e sigam as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essas solicitações são uma resposta à imposição do governo dos Estados Unidos que proíbe a entrada no país de pessoas sem cidadania norte-americana e indivíduos que não forem residentes permanentes legalizados nos EUA, que estiveram no Espaço Schengen nos últimos 14 dias. Ao tomar tais medidas, a IATA pediu aos governos que se prepararem para o impacto econômico negativo que elas causarão. As dimensões do mercado entre os EUA e a Europa são enormes. Em 2019, havia no total cerca de 200 mil voos programados entre os EUA e o Espaço Schengen, o equivalente a cerca de 550 voos por dia e aproximadamente, 46 milhões de passageiros (o equivalente a cerca de 125 mil viajantes por dia). Embora a medida dos EUA reconheça a necessidade de continuar facilitando o comércio transatlântico, as consequências econômicas dessa decisão serão amplas. As transportadoras já estão tendo dificuldades devido ao grave impacto que a crise do COVID-19 está causando em seus negócios. No último dia 5 de março, a IATA estimou que a crise pode acabar com cerca de US$ 113 bilhões em receita. Esse cenário não incluía medidas tão severas como a decisão recente dos EUA e outros governos (incluindo Israel, Kuwait e Espanha). As novas medidas aumentarão ainda mais essa pressão financeira. O valor total do mercado EUA-Espaço Schengen em 2019 foi de US$ 20,6 bilhões. Os mercados com maior impacto são EUA-Alemanha (US$ 4 bilhões), EUA-França (US$ 3,5 bilhões) e EUA-Itália (US$ 2,9 bilhões). A OMS continua desaconselhando a aplicação de restrições de viagens ou comércio a países com surtos. Mais informações no portal www.iata.org. 

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