Novas tecnologias impulsionam as operações da Airbus

A realidade virtual e aumentada tornou-se mais móvel e mais fácil de usar do que nunca, criando o potencial para transformar completamente muitas áreas de negócios

Determinar a melhor maneira de manter, reparar ou substituir um componente de aeronave em ambientes apertados como o compartimento de aviônicos ou interior de um motor poderia ser um desafio. Com as tecnologias digitais, é tão fácil quanto colocar um par de óculos de realidade virtual. A ferramenta traz benefícios reais e valor, tornando possível simular e reproduzir situações em um ambiente seguro que, de outra forma, seria dispendioso, complexo ou mesmo perigoso. Nos últimos anos, a realidade virtual e aumentada tornou-se mais móvel e mais fácil de usar do que nunca, criando o potencial para transformar completamente muitas áreas de negócios. A Airbus tem estado na vanguarda das tecnologias de realidade virtual e aumentada na indústria, implementando ferramentas de software de RV em todo o processo de projeto da aeronave, bem como no chão de fábrica digital e para fins de inspeção. Durante as fases de projeto e desenvolvimento de uma aeronave e quando modificações ou atualizações são implementadas, os engenheiros precisam verificar e melhorar a viabilidade das atividades de manutenção relacionadas. O objetivo é suportar altos níveis de confiabilidade operacional e minimizar os custos diretos de manutenção para as companhias aéreas. Isso geralmente tem sido feito com tecnologias digitais tradicionais, como o CATIA (um sistema de modelagem baseado em computador) e o DMU (modelo digital). Dependendo da situação, a verificação física também pode ser realizada na aeronave para itens e processos mais complicados em uma fase posterior do desenvolvimento. As desvantagens desses métodos tradicionais de verificação são seus requisitos em custo, tempo e experiência dos engenheiros. Para buscar métodos de validação de manutenção mais eficientes, a empresa trabalhou com as equipes de TI para explorar novas tecnologias em parceria com o arquiteto de realidade virtual e aumentada para adaptar os programas de realidade virtual da Airbus existentes as necessidades de um engenheiro de operabilidade. Por muitos anos, as salas RHEA (Realistic Human Experiment Analysis) da fabricante ofereceram uma experiência imersiva em grande escala com base no modelo digital da aeronave, onde as câmeras são usadas para rastrear sensores instalados nos braços e pernas do usuário, enquanto o headset exibe com precisão os movimentos do corpo. Agora, a equipe criou um kit “portátil RHEA” que inclui uma máscara de realidade virtual, touch pads e duas câmeras infravermelhas, permitindo que os usuários trabalhem em um ambiente imersivo semelhante sem sair de suas mesas. Além da portabilidade, o sistema baseado em RV tem outras vantagens como aprender a usá-lo em apenas um dia. O treinamento e a implantação da nova ferramenta estão programados para começar em 2019. Foto: Airbus/A. Doumenjou

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