Recuperação lenta da demanda necessitará de medidas de aumento de confiança

IATA está realizando cúpulas regionais com governos e parceiros para começar a planejar um eventual reinício do setor de transporte aéreo

A Associação Internacional de Transporte Aéreo solicitou que os governos trabalhem com a indústria em medidas de aumento de confiança em face de uma recuperação lenta da demanda por viagens aéreas. Uma pesquisa encomendada pela IATA a viajantes recentes descobriu que 60% antecipam o retorno da viagem dentro de um a dois meses após a contenção da pandemia do COVID-19, mas 40% indicam que podem esperar seis meses ou mais e 69% indicaram que poderiam adiar o retorno da viagem até que sua situação financeira pessoal se estabilizasse. As primeiras indicações desse comportamento cauteloso de retorno são vistas nos mercados domésticos da China e da Austrália, onde as novas taxas de infecção caíram para níveis muito baixos. O comportamento do mercado doméstico é um indicador crítico, pois a recuperação pós-pandemia deve ser liderada pelas viagens nacionais, seguidas pelas regionais e depois pela intercontinental, à medida que os governos removem progressivamente as restrições. Nesta semana, a IATA está realizando cúpulas regionais com governos e parceiros para começar a planejar um eventual reinício do setor de transporte aéreo. Além das medidas de fortalecimento da confiança e estímulo, a lenta recuperação prevista também acrescenta urgência à necessidade de ações emergenciais de alívio financeiro. A IATA estima que cerca de 25 milhões de empregos na aviação e suas cadeias de valor relacionadas, incluindo o setor de turismo, estão em risco na atual crise. Espera-se que as receitas de passageiros fiquem em US$ 314 bilhões abaixo de 2019 (-55%) e as companhias aéreas queimarão cerca de US$ 61 bilhões em liquidez apenas no segundo trimestre, com a demanda caindo 80% ou mais. Mais informações no portal www.iata.org.

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