Tarifa aérea doméstica teve redução de 34,3% no segundo trimestre do ano

De abril a junho, valor médio dos bilhetes comercializados foi de R$ 294,92

A tarifa média domestica do segundo trimestre deste ano foi de R$ 294,92, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil. O valor teve redução de 34,3% em comparação com o mesmo período de 2019, quando a média praticada foi de R$ 448,65. Em percentual, essa foi a maior redução registrada no segundo trimestre desde 2009. No acumulado do primeiro semestre, o preço médio da tarifa doméstico ficou em R$ 353,12, redução de 14,9% com os valores registrados no mesmo período do ano anterior, quando a tarifa média foi comercializada por R$ 414,71. O segundo trimestre deste ano permaneceu sob forte impacto no setor aéreo provocado pela pandemia do COVID-19. Por conta deste cenário, desde março, as empresas aéreas reduziram drasticamente a oferta de voos. De abril a junho deste ano, a LATAM reduziu a sua oferta de voos domésticos em 90,2%, enquanto a Gol e a Azul diminuíram em 89,9% e 81,4%, respectivamente, em comparação com o mesmo período de 2019. Os dados de julho deste ano mostram uma leve retomada, com oferta de voos no mercado doméstico 76,3% menor na comparação com o ano anterior. De abril a junho deste ano, 12,6% das passagens foram comercializadas com tarifas aéreas abaixo de R$ 100,00 e 56,9% abaixo de R$ 300,00. As passagens acima de R$ 1.500,00 representaram 0,9% do total. Entre as principais empresas brasileiras, que representaram 99,7% da demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros, a LATAM teve redução de 38,9% na tarifa aérea média nacional no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Gol e Azul também apresentaram redução no indicador, da ordem de 36,7% e 25,5%, respectivamente. O querosene de aviação, que representou cerca de 30% dos custos e despesas operacionais dos serviços de transporte aéreo, esteve 37,1% inferior no período em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Por outro lado, a taxa de câmbio seguiu tendência de alta nos meses do trimestre, sendo 37,5% maior na média, se confrontados com o mesmo período de 2019. Mais informações no portal www.anac.gov.br.

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