Tarifa aérea média teve queda de 4,5% no primeiro trimestre

Valor médio das passagens domésticas comercializadas no setor entre janeiro e março foi de R$ 366,76

O primeiro trimestre deste ano foi marcado pelo início de um contexto sem precedentes no setor aéreo, causado pela pandemia do COVID-19. Em março, as empresas aéreas iniciaram as reduções de voos no mercado doméstico, readequando a malha aérea à nova realidade de demanda, o que causou impactos no setor. Entre janeiro e março, a tarifa aérea média doméstica real atualizada pela inflação teve queda de 4,5% em relação ao mesmo período de 2019. O valor médio das passagens aéreas domésticas comercializadas nesse período foi de R$ 366,76. Já o yield tarifa aérea doméstico médio, indicador que mede o preço pago pelo passageiro por quilômetro voado, foi de R$ 0,3116, representando queda de 5,7%, comparado ao mesmo período do ano anterior. Os dados constam do relatório divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil. De janeiro a março de 2020, 11,2% das passagens foram comercializadas com tarifas aéreas abaixo de R$ 100,00 e 54,6% abaixo de R$ 300,00. As passagens acima de R$ 1.500,00 representaram 1% do total. Embora o preço do combustível tenha iniciado o ano com preço superior ao verificado no início de 2019, encerrou o trimestre com valor inferior. Na média trimestral, o valor do litro do querosene de aviação esteve 9% maior do que no mesmo período do ano anterior. A taxa de câmbio, por sua vez, seguiu tendência de alta já nos meses de janeiro e fevereiro, com aumento mais expressivo em março, sendo a taxa média do trimestre 18,2% superior ao mesmo período do ano passado. Ambos são indicadores atrelados aos custos mais significativos da indústria. Entre as principais empresas aéreas brasileiras, comparando o primeiro trimestre de 2020 com o mesmo período do ano passado, a Azul teve uma redução de 5,9% em sua tarifa aérea média doméstica real. A Gol apresentou queda de 7,5% em suas tarifas. Já a LATAM apresentou aumento de 3,6% no valor médio dos bilhetes. Com relação aos dados por unidade da federação, o valor médio por quilômetro pago pelo passageiro em voos domésticos no trimestre registrou aumento em oito unidades da federação e queda em outras 19, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O aumento mais expressivo foi observado no estado do Ceará, de 11,5%. Por outro lado, a redução mais significativa foi para os passageiros domésticos com origem ou destino na Bahia, com -15,3%. A menor tarifa aérea média doméstica real foi observada nos voos com origem ou destino no Espírito Santo (R$ 322,06), para uma distância média direta entre a origem e o destino do passageiro de 858 Km, a segunda menor distância entre todas as unidades da federação, e a maior tarifa foi em Roraima (R$ 680,23), para uma distância média de 2.456 Km, a segunda maior entre os 27 estados. Mais informações no portal www.anac.gov.br.

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