Voando alto nos simuladores da Airbus

Equipamentos ajudam a validar novos sistemas e melhorar a segurança aérea

Durante 11 horas por dia de trabalho e às vezes mais, os simuladores de voo do centro de testes (STC) da fabricante europeia Airbus são mantidos ocupados. É no campus de Saint-Martin, em Toulouse, na França, que simuladores para todas as aeronaves comerciais da empresa estão alojados, desde modelos em desenvolvimento que ainda precisam voar através de todos os modelos em serviço até as aeronaves em produção. Alguns dos dez simuladores no edifício são dedicados a apenas uma família de aeronaves, como o A350 XWB, enquanto outros podem ser configurados para diferentes variantes entre as famílias. Cada simulador foi feito internamente pelo pessoal da Airbus, sendo que o mais antigo para a aeronave A300/A310 tem mais de 40 anos. Ao contrário dos equipamentos usados ​​nos centros de treinamento em todo o mundo que apresentam os mais recentes sistemas certificados para uma determinada aeronave e que são usados ​​por pilotos de linhas aéreas para se familiarizarem com um tipo de jato, a grande maioria dos usuários do STC são testadores, geralmente engenheiros da Airbus validando novos sistemas e atualizações para os já existentes. Esses engenheiros também realizam testes de fator humano, observando como as tripulações de voo reagem a vários alarmes e exibições. Antes do primeiro voo de um avião comercial, os simuladores STC permitem que os engenheiros avaliem com segurança manobras e cenários que seriam perigosos demais para serem realizados em um voo real; eles também permitem que as tripulações de voo de teste se familiarizem com o desempenho de uma nova aeronave e seus sistemas durante a campanha de voo de teste real. Além disso, a Airbus recebeu autorização da Agência Europeia para a Segurança da Aviação e da Administração Federal de Aviação dos EUA para certificar certos sistemas de aeronaves usando esses simuladores de alta tecnologia. Os engenheiros podem personalizar os simuladores para exibir pistas de aeroportos de vários comprimentos e altitudes para testar o desempenho de aeronaves em cenários específicos que podem incluir condições meteorológicas simuladas, como neve, neblina, chuva, vento e turbulência. Embora um típico ´voo´ em um dos simuladores dure cerca de duas horas e meia, é possível uma turnê mundial de 72 horas, uma viagem com múltiplas pernas que geraria até 100 gigabytes de dados de desempenho. Embora as configurações do STC da Airbus e em centros de treinamento em todo o mundo apresentem cabines simuladas alimentadas por computadores que executam software aviônico do mundo real, apenas simuladores STC podem ser conectados a sistemas operacionais reais em um Iron Bird, uma forma ´esquelética´ de uma aeronave na qual os principais componentes de trabalho (como componentes hidráulicos e de controle de voo) são instalados nos locais aproximados encontrados na estrutura real. Foto: Airbus/H.Goussé

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