A agilidade da aviação executiva

No país existem mais de 2.600 pistas de pouso oficialmente registradas, sendo que menos de 10% são atendidas pela aviação comercial. Tal fato explica em parte, a colocação do Brasil como a segunda maior frota executiva do mundo, com mais de 300 jatos, 650 turboélices e cerca de 450 helicópteros. Nos Estados Unidos, onde está a maior frota do planeta, mais de 20 mil empresas possuem aviões executivos e milhares de companhias utilizam aviões fretados. No Brasil, os principais usuários são empresas com atividades espalhadas pelo território brasileiro. Na cidade de São Paulo, por exemplo, os helicópteros têm se revelado ferramentas muito úteis para aumentar a produtividade de empresários e executivos. O Brasil se destaca como o país que possui a terceira maior frota urbana de helicópteros do mundo. Uma das dificuldades causadas pela deficiente malha das empresas aéreas é que centenas de cidades de significativa importância econômica não são atendidas por vôos regulares ou quando são, tem pequena freqüência ou ainda, os horários não são convenientes. A situação enfrentada por executivos da indústria calçadista do Rio Grande do Sul, que passaram a abrir fábricas no Nordeste, exemplifica essas dificuldades. Eles não conseguem sair de suas residências pela manhã e chegar às fábricas, a tempo de aproveitar o dia de trabalho. Assim, são forçados a pernoitar pelo menos um dia fora, consumindo dois dias de trabalho para realizar tarefas que poderiam ser executadas em poucas horas. Além de reduzir o tempo e vôo, a aviação executiva pode implicar em produtividade ao longo da viagem. Em muitos casos é possível telefonar, enviar documentos via fax e acessar a internet enquanto se viaja. Diversas empresas relatam que empresários são de fato mais produtivos em um avião executivo do que em seus locais de trabalho, porque não há interrupções nem fatores conflitantes, que costumam aparecer.

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