A passagem do Brasília na Rio Sul

Precursora na introdução deste turboélice fabricado pela Embraer na aviação comercial brasileira, a Rio Sul recebeu dois exemplares no começo de 1988 e iniciou as operações regulares com os aparelhos na rota entre São Paulo e Caxias-RS e também para Navegantes-SC e Maringá-PR. Durante alguns anos, esses aviões configurados para 30 passageiros e os que chegaram posteriormente, foram operados em um esquema de pintura com acabamento externo quase todo em alumínio polido, o que ajudava na redução do peso e do atrito. Com o crescimento da frota nos anos seguintes, a empresa pode colocar o Brasília em rotas entre o Rio de Janeiro, Vitória-ES e Porto Seguro-BA, além de atender a cidade de Joinville via Rio de Janeiro e criar outras rotas entre cidades do interior gaúcho até a capital Porto Alegre. No começo da década de 90, foi considerado ideal para as rotas da empresa de curta distância, já que voava a 25 mil pés de altitude, a uma velocidade de 580 km/h (315 kt) e era muito econômico e devido a estas vantagens, foi substituindo gradativamente a frota de Fokker 27 que a Rio Sul operava. Também foi introduzido durante algum tempo na rota mais concorrida da aviação brasileira entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, em um serviço denominado Top Service Rio Sul Nova Geração, concorrendo diretamente com os vôos da ponte-aérea. Já no final de 1992, com a chegada dos primeiros Fokker 50 e posteriormente, dos primeiros jatos Boeing 737-500, a frota de Brasília, que ostentava um novo esquema de pintura com a parte superior pintada de branco e faixas laterais em três tons de azul, começou a ser deslocada para rotas de menor densidade de tráfego e passou a ser utilizada pela empresa para desbravar novos mercados. Como alguns aviões eram de fabricação mais antiga e haviam sido arrendados de empresas européias, a Rio Sul decidiu substituir parte da frota por novos aparelhos arrendados diretamente da Embraer, para serem entregues a partir de 1997, juntamente com os primeiros jatos ERJ-145. Entretanto, com as mudanças ocorridas nos últimos anos no mercado de aviação regional, na estrutura e na filosofia da empresa, que se transformou em empresa aérea nacional, as operações deste turboélice deixaram de ser viáveis para a Rio Sul e paulatinamente todos os aviões foram sendo desativados, com uma parte sendo devolvida para o fabricante e os de propriedade da empresa sendo repassados para a Ocean Air, que opera quatro unidades (um foi adquirido da Nordeste). Ao longo de quase quinze anos, foram operados 17 aparelhos matriculados PT-SLA até SLI, PT-SRB/C/D/E/G, além dos PT-SIH/LUS/LXN e apenas três aviões chegaram a ostentar o esquema atual de pintura da Rio Sul.

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