As cores da Ecuatoriana

Em 1974, após o processo de estatização e a retomada das operações regulares, quando foi definida a compra de seus primeiros quadrimotores Boeing 707, a Ecuatoriana resolveu comemorar a entrada na era do jato, aplicando temas indígenas oriundos do país em todos os seus aviões. Estas pinturas

eram bastante vistosas e foram aplicadas nos cinco aviões recebidos, os quais foram batizados de Galapagos, Imbabura, Guayas, Napo e Chimborazo e foram mantidas durante quase dez anos, até a entrada em serviço do seu primeiro ?wide-body? Boeing DC-10-30, em meados de1982. Com a chegada deste aparelho, a empresa decidiu alterar este padrão visual, substituindo-o por linhas coloridas sobre um fundo branco, que também era bem diferente dos padrões usados na época, mas que mantinha a pintura bastante harmoniosa. Essa imagem ficou ainda mais bonita, quando foi aplicada nos dois Airbus A310-300, adquiridos no começo dos anos noventa. Porém, o arrendamento desses aviões colocou de vez a empresa em situação financeira difícil, pois houve demasiado otimismo

quanto à previsão de ocupação de assentos, o que acabou não se concretizando e dessa forma, a Ecuatoriana, além de devolver os dois aviões, pois não conseguia mais honrar as prestações mensais de leasing, foi forçada a suspender novamente as operações alguns meses depois, durante o ano de 1993. Com isso, terminou o desfile de cores da empresa, pois após um novo processo de privatização, definido somente dois anos depois, passou a ostentar em suas aeronaves, apenas as cores azul e branco do Grupo Vasp Air System. Este visual durou até o ano 2000, quando foi desfeito o acordo com a empresa brasileira e as operações foram suspensas indefinidamente.

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