Empresas aéreas poderão acionar prefeituras por incidentes com aves

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As companhias aéreas poderão acionar judicialmente as prefeituras e governos estaduais, que continuam permitindo o funcionamento de lixões e outras atividades que atraem urubus para as imediações de aeroportos. As empresas se queixam do risco representado à segurança de vôo e dos prejuízos causados. Elas alegam que uma Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) proibiu, desde 1995, a implantação de atividades atrativas de aves em raio de 20 km em torno dos aeroportos. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA), no ano passado foram oficialmente registradas no Brasil 341 colisões de aves e aviões de vários tamanhos. O Sindicato estima, entretanto, que chegue a cerca de 1.000 o total real de incidentes, já que grande parte dos casos não são reportados. De janeiro a setembro deste ano foram registradas 228 colisões. O problema também tem custado caro aos cofres das empresas aéreas brasileiras e uma única transportadora teve prejuízo superior a US$ 1 milhão no ano passado e a cifra inclui apenas reparo e substituição de peças, deixando de fora gastos extras com combustível, indenizações, hospedagem e outras despesas com passageiros. Uma única colisão de um urubu com o MD-11 da Varig que voaria de Guarulhos para o Chile no último mês de julho, deu um prejuízo de US$ 540 mil à companhia devido aos danos causados a um dos motores da aeronave.

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