O Boeing 707 em ação na Transbrasil

No começo da década de 80, com a criação de uma subsidiária para o setor de cargas para operar vôos internacionais, a Transbrasil arrendou junto à Varig, o seu primeiro quadrirreator Boeing 707, que podia transportar até 43 toneladas de carga. Entretanto, devido às normas aplicadas pelo DAC, na época, referente ao transporte internacional de carga, para paises já servidos por empresas brasileiras, o Boeing 707 entrou em operação nas cores da Transbrasil e voou na rota entre São Paulo e Manaus. Posteriormente, com a mudança da regulamentação, chegou a cumprir rotas voando para os Estados Unidos. Com o sucesso da operação e com várias linhas do correio para atender, a Transbrasil aproveitou a ocasião em o governo americano e vários paises da Europa criaram normas para restringir a operação de aviões antigos, que eram barulhentos e produziam uma carga poluente alta, caso do Boeing 707, para procurar no mercado aparelhos do tipo, que estavam com o preço bastante reduzido. No começo de 1985, o jato da Varig foi devolvido e chegaram os três primeiros aparelhos arrendados no exterior e mais sete se juntaram ao longo daquele ano. Alguns foram adquiridos para as linhas normais de passageiros e chegaram, inclusive, a fazer vôos charter para as Bahamas. Outros foram convertidos pela própria Transbrasil em suas oficinas de manutenção, em modelo QC, que significa conversão rápida de passageiros para carga e um deles, foi durante algum tempo, configurado para transporte VIP e alugado para a diretoria da empresa Engesa, que o utilizava constantemente para vôos internacionais. Entretanto, por terem sido adquiridos de segunda mão e de vários operadores diferentes, os aparelhos começaram a apresentar seguidas panes, provocando atrasos e desconfiança dos usuários e a Transbrasil decidiu retirá-los da operação normal de passageiros, durante o ano de 1987, quando passou a receber os primeiros Boeing 737-300 e passou a utilizá-los somente no transporte de carga, na subsidiária Aerobrasil. Nessa época, os aviões chegaram a voar para o Canadá, Oriente Médio e Europa. Além do jato da Varig, foram operados outros dez aparelhos próprios, que foram registrados PT-TCJ até PT-TCS e mais alguns que foram arrendados no sistema wet-lease de operadores estrangeiros, entre os anos de 1988 e 1994, já que alguns aviões foram devolvidos ao término do contrato de leasing e outros três haviam sido perdidos em acidentes. Com o encerramento das atividades próprias da Aerobrasil em 1997 (passou a existir apenas juridicamente), os dois últimos remanescentes da frota foram vendidos para a empresa Beta Cargo e continuam voando até a presente data.

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