O Dauphin no Brasil

Em março de 1988, depois de acirrada concorrência com diversas empresas aéreas, a Cruzeiro Táxi Aéreo trouxe o primeiro helicóptero Dauphin ao Brasil, modelo AS-365 N para operar em plataformas de petróleo em Macaé-RJ. A aeronave veio desmontada da França para Caiena, na Guiana Francesa, onde foi remontada seguindo inicialmente para Belém, cidade onde foi realizado todo o treinamento para sua utilização. Em abril de 1988, iniciaram-se as operações na localidade fluminense e o aparelho surpreendeu pela performance, especialmente em velocidade e autonomia, agilizando muito as operações e diminuindo custos para o contratante. A aeronave já contava com piloto automático de duas linhas, diretor de vôo com acoplamento, radar colorido e GNS OMEGA, sistema de navegação muito avançado na época, que registrou em um vôo de teste de VNE a incrível GS, velocidade em relação ao solo, de 218 Kts. Em meados dos anos 90, começaram a chegar os modelos para aviação executiva, na sua maioria do modelo AS-365 N2, com mais potência, desempenho e atendendo às necessidades da classe executiva: velocidade, potência, agilidade e versatilidade. Nove anos depois, o Brasil recebeu o primeiro Dauphin AS-365 N3, que se caracteriza pelo ?excesso? de potência, sistemas novos como FADEC, BAP, que indica se existe algum problema no sistema, treinamento automático de emergência monomotor, entre outras novidades. Esta aeronave conseguiu voar de São Paulo ao Rio de Janeiro em exatos 01h06 minutos, desconhecendo-se até então qualquer outro aparelho desta classe que tenha conseguido marca semelhante. Hoje, a frota brasileira de helicópteros Dauphin/Panther, cujo projeto inicial remonta há exatos 30 anos, conta com 47 aparelhos e totaliza 141.500 horas de vôo no país.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn