Um breve relato sobre a Neiva

Os 49 anos de existência da empresa confundem-se com a própria história da aviação no Brasil. Inicialmente instalada no Aeroporto de Manguinhos, no Rio de Janeiro, a Indústria Aeronáutica Neiva foi fundada em 12 de outubro de 1954 para projetar e produzir os planadores BN-1 e Neiva B Monitor. Em 1956 foi transferida para Botucatu, onde passou a produzir os aviões Paulistinha P-56, Regente U-42, Regente Elo L-42 e Universal T-25.
Em 1960 iniciou suas atividades de projetos em São José dos Campos, onde está sediado o Centro Técnico Aeroespacial-CTA. Priorizando a pesquisa e desenvolvimento de novos tipos de aeronaves, desenvolveu o projeto do avião Regente, que entrou em fase de produção em 1964. A partir de 1962, projetou e desenvolveu o Universal, aeronave voltada especificamente para treinamento

militar cuja linha de produção foi implantada em São José dos Campos em 1969. Já em março de 1980, a Embraer assumiu o controle acionário da Neiva, transferindo para esta empresa a engenharia e toda a linha de produção dos aviões leves Embraer e Ipanema. Em 1982, a Neiva iniciou o processo de conversão de aviões Navajo em aviões Carajá e em agosto de 1990, a empresa começou o processo de nacionalização dos componentes dos aviões da linha Piper. Atualmente, a concentração da força produtiva da Neiva em Botucatu tem determinado a ampliação das instalações industriais do aeroporto, com a construção de novos hangares de fabricação, projetados com tecnologia avançada. Entre os itens produzidos nessas instalações estão o EMB 202 Ipanemão, que acaba de atingir a marca de 900 aviões produzidos, peças e componentes das famílias ERJ 145 e Embraer 170/190 e a montagem industrial do ALX/Super Tucano. A empresa conta com 930 funcionários e entregou até hoje mais de 3.500 aviões, o que mostra a importância da Neiva no cenário histórico da aviação no país.

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